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Árbitro somali excluído da Copa vai apitar final da Supercopa

ResumoO árbitro somali Omar Artan foi convidado pela Uefa para apitar a final da Supercopa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, em 12 de março. A nomeação ocorre após Artan ter a entrada nos Estados Unidos negada, o que o excluiu da Copa do Mundo de 2026. A partida marca a primeira grande final europeia sob arbitragem somali.

Após ter a entrada nos Estados Unidos negada e perder o sonho de apitar na Copa do Mundo de 2026, o árbitro somali Omar Artan foi convidado pela Uefa para apitar a final da Supercopa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, nesta quarta-feira (12).

Gustavo Pereira Lacerda
por Gustavo Pereira Lacerda · 11 de agosto de 2026
Árbitro somali excluído da Copa vai apitar final da Supercopa

Árbitro somali excluído da Copa do Mundo vai apitar final da Supercopa da Uefa

O árbitro somali Omar Artan, de 34 anos, vai apitar a final da Supercopa da Uefa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, nesta quarta-feira (12). O convite da Uefa chega meses depois de ele ter o sonho de atuar na Copa do Mundo de 2026 frustrado, quando teve a entrada nos Estados Unidos negada em junho.

Resposta direta: Omar Artan, árbitro somali, foi convidado pela Uefa para apitar a final da Supercopa entre PSG e Aston Villa. Ele havia sido barrado nos EUA em junho, o que o impediu de participar da Copa do Mundo de 2026, apesar de estar no grupo de árbitros selecionados pela Fifa.

Por que Omar Artan foi barrado nos Estados Unidos?

Antes do início do Mundial, Artan ficou sob os holofotes da mídia após não conseguir entrar no território americano ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami. Ele integrava o grupo de árbitros selecionados pela Fifa para o torneio, mas a entrada foi negada.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos justificou a recusa explicando que o árbitro estava "ligado a indivíduos suspeitos de pertencer a organizações terroristas", o que "tornava o viajante inelegível para entrar" no país. Artan nega as acusações.

"Foi um período muito difícil", reconhece o árbitro em entrevista publicada no site da Uefa. "Muitas pessoas demonstram solidariedade porque, quando você trabalha por muitos anos para realizar um projeto e, no final, não consegue realizá-lo, é muito difícil", acrescenta.

Reação da Somália e da Fifa

O caso gerou indignação na Somália, onde Artan foi recebido como herói ao retornar. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou: "O que aconteceu com ele é lamentável, mas não controlamos tudo".

Apesar do episódio, o árbitro mantém o foco na carreira. Ele foi o primeiro árbitro somali a atuar na Copa Africana de Nações, em 2024, e agora apitará seu primeiro jogo na Europa.

O convite da Uefa para a Supercopa

Em resposta ao ocorrido, a Uefa anunciou que Omar Artan será o árbitro da decisão da Supercopa, que coloca frente a frente o vencedor da Liga dos Campeões, o PSG, e o vencedor da Liga Europa, o Aston Villa.

"Tive sorte, mas trabalhei muito para chegar aqui e estou realmente orgulhoso", disse o árbitro à Uefa. "Viver aventuras, criar memórias e aprender coisas novas é sempre maravilhoso", completa, deixando um conselho: "Nunca deixem de sonhar".

O que motivou a escolha da Uefa?

A Uefa justificou a decisão de convidar Artan destacando o protocolo que assinou no final de abril com a Confederação Africana de Futebol (CAF) para promover a cooperação entre as duas confederações.

Acima de tudo, porém, trata-se de um gesto político, que ganha ainda mais relevância diante do conflito da entidade europeia com Infantino nas últimas duas semanas. O motivo: o plano, já descartado, de abrir a Fifa a investidores privados.

Esse plano fracassou em grande parte devido à rebelião liderada pela Uefa, que anunciou um boicote aos torneios da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, na tentativa de forçar a saída de Infantino.

O que falta para o negócio se concretizar?

No caso de Artan, não há negociação em aberto: o convite da Uefa já foi aceito e a partida está marcada. O que resta é acompanhar a atuação do árbitro em seu primeiro jogo na Europa, um marco para a arbitragem somali.

A final da Supercopa da Uefa será disputada nesta quarta-feira (12), com transmissão ao vivo e ampla cobertura da imprensa esportiva.

Perguntas Frequentes

Por que Omar Artan foi excluído da Copa do Mundo?

Ele teve a entrada nos Estados Unidos negada em junho, ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, apesar de integrar o grupo de árbitros selecionados pela Fifa. O Departamento de Estado americano alegou ligação com indivíduos suspeitos de pertencer a organizações terroristas, o que Artan nega.

Qual jogo Omar Artan vai apitar?

Ele vai apitar a final da Supercopa da Uefa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, nesta quarta-feira (12).

Omar Artan já apitou na Europa antes?

Não. Esta será a primeira vez que ele apita um jogo na Europa. Antes, ele atuou na Copa Africana de Nações de 2024, sendo o primeiro árbitro somali a participar do torneio.

Qual a relação entre a Uefa e a Fifa nesse caso?

A Uefa convidou Artan em resposta ao episódio, destacando um protocolo de cooperação com a CAF. O gesto também ocorre em meio a um conflito com a Fifa por causa do plano de abrir a entidade a investidores privados, que foi descartado.

O que o árbitro disse sobre o convite?

Artan disse que teve sorte, mas que trabalhou muito para chegar onde está. Ele também deixou um conselho: "Nunca deixem de sonhar".

Supercopa da Uefa 2026: onde assistir e horário Arbitragem na Copa do Mundo: como funciona a seleção de árbitros Omar Artan: trajetória do primeiro árbitro somali na Copa Africana

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