Europa, Ásia e Concacaf: bloco de 136 votos contra Infantino
Uefa, AFC e Concacaf publicaram carta conjunta contra Gianni Infantino, formando um bloco de 136 votos. A eleição da Fifa em março, no Marrocos, terá maioria simples de 106 votos. Dissidentes podem mudar o jogo.
Europa, Ásia e Concacaf: bloco de 136 votos contra Infantino na eleição da Fifa
A carta conjunta assinada por Uefa (Europa), AFC (Ásia) e Concacaf (Américas do Norte, Central e Caribe) nesta segunda-feira cria um bloco de oposição viável para a próxima eleição da Fifa. O alvo é o atual presidente, Gianni Infantino. O pleito está marcado para março, no Marrocos.
As três entidades continentais somam 136 votos no Congresso da Fifa, o principal órgão de decisão. O número supera os 106 necessários para a maioria simples. Mas o caminho até a cadeira não é tão direto assim: há desertores, e Infantino conta com eles.
Como funciona a eleição na Fifa
A Fifa tem hoje 211 associações-membros. Cada uma tem direito a um voto, com o mesmo peso. Para eleger o próximo presidente, é preciso alcançar a maioria simples, ou seja, 106 votos. O voto é secreto, o que abre espaço para negociações e surpresas.
Esse formato dá força a blocos regionais, mas também expõe fragilidades. Uma confederação pode anunciar apoio, mas o voto individual pode seguir outro caminho. A história recente mostra que alianças públicas nem sempre se convertem em votos na urna.
As divisões dentro dos continentes
A Uefa, com suas 55 associações, parece atuar de forma mais coesa. Já na AFC e na Concacaf, os bastidores indicam rachaduras. O México, um dos organizadores da Copa do Mundo deste ano, é um nome que surge nessas conversas, embora a fonte não detalhe sua posição.
Essas divisões internas são o ponto que Infantino explora. Se o bloco de 136 votos se fragmentar, o atual presidente pode manter a cadeira. A matemática é simples: bastam 106 votos para vencer, e os dissidentes podem reduzir o apoio da oposição.
O que está em jogo para o futebol
Para quem acompanha o futebol além das quatro linhas, essa eleição define os rumos do esporte nos próximos anos. A gestão de Infantino tem sido marcada por polêmicas e por um calendário cada vez mais cheio. Uma mudança na presidência pode alterar prioridades e investimentos.
O voto secreto é uma faca de dois gumes. Por um lado, protege os eleitores de retaliações. Por outro, dificulta o controle de promessas e acordos. Quem conhece os bastidores do futebol sabe que esse tipo de eleição costuma ser decidida nos corredores, não nos discursos.
O papel dos dissidentes
Os desertores citados na carta são a chave da disputa. Se eles migrarem para o lado de Infantino, o bloco de 136 votos perde força. Se permanecerem unidos, a oposição tem números para eleger um novo presidente.
A eleição de março no Marrocos será o palco dessa definição. Até lá, as confederações devem intensificar conversas e pressões. O futebol olímpico e o calendário internacional observam de perto: uma nova liderança pode mudar prioridades em competições e desenvolvimento.
Próximos passos da disputa
O Congresso da Fifa é o principal órgão de decisão. Ele escolherá o próximo presidente, e o bloco de 136 votos é a base da oposição. Mas a política do futebol raramente segue roteiros lineares. como funciona o congresso da fifa e bastidores da eleição da fifa são temas que merecem atenção.
Enquanto isso, Infantino trabalha para manter aliados. A disputa promete esquentar nos próximos meses, com cada confederação tentando garantir seus interesses. Para o torcedor, o resultado define quem vai comandar o futebol mundial até 2030.
Perguntas Frequentes
Quando será a eleição da Fifa?
A eleição está prevista para março, no Marrocos, durante o Congresso da Fifa.
Quantos votos são necessários para vencer?
A maioria simples é de 106 votos, considerando as 211 associações-membros.
Qual é o tamanho do bloco de oposição?
Uefa, AFC e Concacaf somam 136 votos, mas há dissidentes que podem reduzir esse apoio.
O voto é aberto ou secreto?
O voto é secreto, o que pode influenciar alianças e resultados.
O México faz parte do bloco?
O México, um dos organizadores da Copa do Mundo deste ano, é citado como um possível ponto de rachadura na Concacaf, mas a fonte não detalha sua posição.