Trump defende Infantino na Fifa: "erro terrível" trocá-lo
Em meio à pior crise política da gestão, Trump afirma que a Fifa cometeria um "erro terrível" se substituísse Infantino. Projeto FFE, oposição e reeleição em pauta.
Em meio à crise na Fifa, Trump diz que substituir Infantino seria "erro terrível"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira, que a Fifa cometeria um "erro terrível" se substituísse seu presidente, Gianni Infantino, duramente criticado após seu projeto fracassado de abrir a instituição a investidores privados. A declaração foi publicada na plataforma Truth Social, onde Trump escreveu: "A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, contemplasse, ainda que fosse por um instante, substituir seu presidente, Gianni Infantino", qualificando o ítalo-suíço de "formidável".
Entenda a crise que cerca a Fifa e a pressão sobre Infantino
A fala de Trump surge em meio à pior crise política da gestão de Gianni Infantino à frente da Fifa. No fim de julho, a entidade tentou lançar a Fifa Forward Enterprise (FFE), projeto avaliado em US$ 20 bilhões (cerca de 102 milhões de reais) que previa vender 20% de participação nos direitos comerciais das principais competições a investidores privados, entre eles, o fundo Thrive Eternal, ligado a Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do próprio Trump.
O que era o projeto Fifa Forward Enterprise?
O FFE era uma proposta ambiciosa: atrair capital privado para injetar bilhões na entidade, mas a venda de 20% dos direitos comerciais das principais competições esbarrou na reação imediata de confederações continentais. A proposta, porém, não resistiu diante da forte oposição de Uefa, Concacaf e AFC, que ameaçaram boicotar torneios da entidade, incluindo a Copa do Mundo, caso o plano seguisse adiante.
Quem são os nomes que se distanciaram do projeto?
Desde então, a pressão sobre Infantino só cresceu: nomes de peso como o dirigente Arsène Wenger e o secretário-geral Mattias Grafström se distanciaram publicamente do projeto. O movimento desses dois nomes, ambos com influência no cenário do futebol mundial, reforçou o isolamento do presidente da Fifa dentro da própria estrutura da entidade.
O que isso significa para a reeleição de Infantino?
Apesar da crise, Infantino segue como candidato único à reeleição, marcada para março de 2027. Ou seja, ainda que o consenso político esteja abalado, não há, até o momento, um desafiante oficial no horizonte. A declaração de Trump, nesse cenário, funciona como um apoio público de peso a um aliado que enfrenta o momento mais delicado de sua gestão.
Por que a declaração de Trump importa para o futebol?
A relação entre Trump e a família Kushner, com Joshua Kushner ligado ao fundo Thrive Eternal, um dos investidores do projeto FFE, adiciona uma camada política à crise. Não se trata apenas de uma opinião externa: o presidente americano tem laços indiretos com os atores financeiros envolvidos na proposta fracassada. A defesa pública de Infantino, portanto, pode ser lida como um sinal de que a Casa Branca observa de perto os rumos da Fifa.
Como a oposição das confederações impacta o dia a dia do torcedor?
Para o torcedor, o efeito prático da crise ainda é indireto, mas relevante. A ameaça de boicote a torneios, incluindo a Copa do Mundo, colocou em risco a estabilidade do calendário internacional. Se a pressão sobre Infantino aumentar, mudanças na gestão podem afetar decisões sobre sedes, direitos de transmissão e até o formato das competições. Por enquanto, o futebol segue com o calendário normal, mas a tensão política nos bastidores é real.
O que esperar dos próximos meses?
Com a reeleição marcada para março de 2027, Infantino ainda tem um longo caminho até o pleito. A candidatura única, porém, não significa ausência de riscos: a oposição de Uefa, Concacaf e AFC segue ativa, e o distanciamento de nomes como Wenger e Grafström indica que a base de apoio dentro da entidade pode estar rachada. A declaração de Trump, nesse contexto, é um alívio momentâneo para o presidente da Fifa, mas não resolve o problema de fundo: a desconfiança das confederações e a sombra do projeto FFE.
Como acompanhar a evolução da crise?
Acompanhar os desdobramentos exige atenção às movimentações das confederações e às próximas assembleias da Fifa. A posição de Trump, embora simbólica, não tem poder direto de decisão na entidade, mas influencia o cenário político internacional. Fique atento às datas de reuniões e a novos posicionamentos públicos de dirigentes.
Perguntas Frequentes
Trump tem poder de decisão na Fifa?
Não. Trump, como presidente dos Estados Unidos, não tem assento na Fifa nem poder de voto nas decisões da entidade. Sua declaração é uma manifestação política, mas não altera os trâmites formais.
O que é o projeto Fifa Forward Enterprise?
É o projeto avaliado em US$ 20 bilhões que previa vender 20% dos direitos comerciais das principais competições a investidores privados. Ele fracassou após oposição de Uefa, Concacaf e AFC.
Quem é Joshua Kushner?
Joshua Kushner é o irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. Ele é ligado ao fundo Thrive Eternal, um dos investidores do projeto FFE.
Quando será a reeleição de Infantino?
A reeleição está marcada para março de 2027. Infantino é candidato único até o momento.
Qual foi a reação das confederações ao projeto?
Uefa, Concacaf e AFC ameaçaram boicotar torneios da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o plano seguisse adiante.
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