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CBF e clubes aprovam novas regras para competições nacionais

ResumoA Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e clubes das séries A e B aprovaram novas regras de arbitragem para competições nacionais em reunião na segunda-feira (10). A decisão vale imediatamente e impacta todas as divisões, incluindo a Série A1 feminina e a Copa do Brasil. As mudanças alteram procedimentos de arbitragem em jogos oficiais.

Em reunião nesta segunda-feira (10), CBF e clubes das séries A e B aprovaram novas regras de arbitragem para competições nacionais. Decisão vale imediatamente e impacta todas as divisões, a Série A1 feminina e a Copa do Brasil.

Gustavo Pereira Lacerda
por Gustavo Pereira Lacerda · 11 de agosto de 2026
CBF e clubes aprovam novas regras para competições nacionais

CBF e clubes aprovam novas regras para competições nacionais

CBF e clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino aprovaram, nesta segunda-feira (10), novas regras de arbitragem para competições nacionais. O encontro ocorreu em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e a decisão já entra em vigor de forma imediata, segundo a entidade.

Resposta direta: CBF e clubes das séries A e B aprovaram novas regras de arbitragem em reunião nesta segunda-feira (10). A decisão vale imediatamente e impacta as séries A, B, C e D masculinas, a Série A1 feminina e a Copa do Brasil. O objetivo é reduzir o tempo perdido com paralisações e aumentar a bola rolando.

O que muda com as novas regras de arbitragem da CBF

As mudanças são determinadas pela Internacional Board, órgão que define, regulamenta e altera as leis do futebol. Muitas delas já foram aplicadas na última Copa do Mundo. A CBF afirma que o objetivo é reduzir o tempo perdido com paralisações nos jogos.

Das dez mudanças, somente uma será válida apenas a partir de 2027: a checagem, por meio do árbitro de vídeo (VAR), para escanteios concedidos por engano. As demais entram em vigor de forma imediata nas competições nacionais.

Quais competições são impactadas pelas novas regras

As novas regras valem para:

  • Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro masculino
  • Série A1 do futebol feminino, com transmissão ao vivo pela TV Brasil
  • Copa do Brasil

Ou seja, todo o calendário nacional de competições da CBF será afetado pela decisão.

Por que a CBF quer mais tempo de bola rolando

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) tem como meta o mínimo de 60 minutos de bola rolando por jogo. Antes da pausa da Copa, o tempo médio registrado na Série A do Brasileirão masculino foi de 52 minutos e 54 segundos por partida.

Nas ligas francesa e alemã, que têm a melhor marca entre as principais da Europa, o tempo médio é de 56 minutos e 17 segundos. A diferença para a meta da Fifa é pequena, mas o cenário brasileiro ainda está distante.

Quanto tempo dá para ganhar com as novas regras

A estimativa da CBF, no relatório Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro, por meio de estudo da empresa de dados Opta, é que seja possível ganhar 5 minutos e 49 segundos de jogo com as novas regras. Em cenário mais otimista, o ganho pode chegar a 6 minutos e 22 segundos extra.

Esses números mostram que, na prática, o futebol brasileiro pode se aproximar da meta de 60 minutos de bola rolando definida pela Fifa.

O que falta para as novas regras funcionarem

O diretor de Arbitragem da CBF, Netto Góes, afirmou que o trabalho é transformar o diagnóstico em ações concretas. "Nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol", disse.

Ou seja, a adoção das regras é apenas o primeiro passo. A padronização dos critérios e a capacitação dos árbitros são essenciais para que o impacto seja real.

Como as novas regras afetam o torcedor

Para o torcedor, a mudança significa menos paralisações e mais tempo de jogo efetivo. Quem acompanha o futebol brasileiro sabe que as interrupções frequentes são uma queixa constante. Com as novas regras, a expectativa é de partidas mais fluidas, com menos tempo perdido em substituições, comemorações e revisões de VAR.

A Série A1 feminina, transmitida pela TV Brasil, também será impactada, o que amplia o alcance da mudança para além do futebol masculino.

O que ainda precisa ser definido

A única mudança que fica para 2027 é a checagem de escanteios por VAR. Até lá, as demais regras já valem nas competições nacionais. Resta saber como os árbitros vão aplicar as novas diretrizes na prática e como os clubes vão se adaptar ao ritmo mais intenso de jogo.

A CBF prometeu padronização e capacitação, mas o sucesso da medida depende da participação dos clubes e dos jogadores em campo.

Perguntas Frequentes

Quando as novas regras de arbitragem entram em vigor?

A decisão entra em vigor de forma imediata, segundo a CBF, após reunião com os clubes das séries A e B nesta segunda-feira (10).

Quais competições serão impactadas?

As séries A, B, C e D masculinas, a Série A1 feminina e a Copa do Brasil.

Qual é o objetivo da CBF com as novas regras?

Reduzir o tempo perdido com paralisações e aumentar o tempo de bola rolando, aproximando o futebol brasileiro da meta de 60 minutos por jogo da Fifa.

Quanto tempo dá para ganhar por jogo?

Segundo estudo da Opta, é possível ganhar 5 minutos e 49 segundos, podendo chegar a 6 minutos e 22 segundos extra.

Quando a checagem de escanteios por VAR entra em vigor?

A checagem de escanteios por VAR será válida somente a partir de 2027, conforme a CBF.

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